
Uma jornada através do tempo sobre a evolução e adaptação das tartarugas marinhas
Os mares da Madeira sempre foram conhecidos como a Creche das tartarugas no Atlântico desde tempos imemoriais.
As tartarugas marinhas já eram conhecidas nestas águas muito provavelmente desde antes do achamento da Madeira, embora não existam referências documentadas dessa época.
Cronistas e viajantes como Zurara, Cadamosto e Valentim Fernandes foram os primeiros a documentar a presença de tartarugas marinhas na região, mencionando-as em relação à Ilha de Arguim e Cabo Verde.
No porto do Funchal, os navios eram usualmente recebidos por uma frota de canoas oferecendo víveres e outros produtos, incluindo tartarugas, demonstrando sua abundância nas águas locais.

Século XV+
Registos Históricos
A partir do século XV, surgem inúmeras referências às tartarugas nas águas da Madeira, principalmente em literatura de viagens escrita por estrangeiros. Os autores madeirenses começaram a documentar estas observações posteriormente. Era comum observar tartarugas boiando à tona da água durante períodos de calmaria, especialmente para quem se aproximava da ilha por barco.
Documentação extensa por visitantes estrangeiros
Avistamentos frequentes durante navegações
Evolução dos registos ao longo dos séculos

As águas da Madeira sempre foram conhecidas como a Creche das tartarugas no Atlântico desde tempos imemoriais. As tartarugas marinhas já eram conhecidas nestas águas muito provavelmente desde antes do achamento da Madeira.
Século XV

Cronistas e viajantes como Zurara, Cadamosto e Valentim Fernandes referem explicitamente as tartarugas marinhas quando falam na primeira feitoria portuguesa na Ilha de Arguim, entre Canárias e Cabo Verde.
Século XV

Nos séculos XVIII e XIX, comer tartaruga, especialmente a sopa, era considerado um luxo das classes abastadas. Houve toda uma indústria de exploração, e o vinho da Madeira frequentemente era o acompanhamento recomendado. No século XX, há relatos de tartarugas embalsamadas para souvenirs.
Século XVIII - XX

Devido ao excesso de capturas intencionais e acidentais de tartarugas marinhas nos mares da Madeira, as suas populações têm vindo a diminuir significativamente de modo.
Século XX+

O termo “Lost Years” refere-se ao período em que tartarugas marinhas, de idades e tamanhos intermediários, estavam ausentes nas praias de nidificação da Flórida (EUA). Durante séculos, apenas se registavam tartarugas com 5 cm ou jovens adultos com 50 cm de carapaça, além de adultos maiores. O paradeiro destas tartarugas intermediárias permaneceu em mistério até 1984, quando se desvendou que esses “Lost Years” eram passados nos mares portugueses e arredores.
Século XX

Em 1985, foi aprovado o Decreto Legislativo Regional nº 18/85/M, que proibiu a captura, detenção e abate intencional de todas as espécies de tartarugas marinhas nos mares portugueses. Esta foi a primeira lei nacional destinada a proteger répteis.
Baixar PDF (Decreto 18/85/M)Século XX

Em 1994 iniciou-se o projeto Tartarugas Marinhas na ilha da Madeira pelo prof. Doutor Thomas Dellinger dedicado às tartarugas marinhas da região, uma iniciativa pioneira que permanece ativa até hoje. Com foco na investigação científica, conservação e reabilitação, envolvendo colaborações, voluntários e interessados, o projeto tem contribuído significativamente para o conhecimento e proteção destas espécies nos mares portugueses. Este compromisso contínuo reflete a importância de preservar estas espécies e o equilíbrio ecológico que representam.
Século XX

As águas da Madeira sempre foram conhecidas como a Creche das tartarugas no Atlântico desde tempos imemoriais. As tartarugas marinhas já eram conhecidas nestas águas muito provavelmente desde antes do achamento da Madeira.

Cronistas e viajantes como Zurara, Cadamosto e Valentim Fernandes referem explicitamente as tartarugas marinhas quando falam na primeira feitoria portuguesa na Ilha de Arguim, entre Canárias e Cabo Verde.

Nos séculos XVIII e XIX, comer tartaruga, especialmente a sopa, era considerado um luxo das classes abastadas. Houve toda uma indústria de exploração, e o vinho da Madeira frequentemente era o acompanhamento recomendado. No século XX, há relatos de tartarugas embalsamadas para souvenirs.

Devido ao excesso de capturas intencionais e acidentais de tartarugas marinhas nos mares da Madeira, as suas populações têm vindo a diminuir significativamente de modo.

O termo “Lost Years” refere-se ao período em que tartarugas marinhas, de idades e tamanhos intermediários, estavam ausentes nas praias de nidificação da Flórida (EUA). Durante séculos, apenas se registavam tartarugas com 5 cm ou jovens adultos com 50 cm de carapaça, além de adultos maiores. O paradeiro destas tartarugas intermediárias permaneceu em mistério até 1984, quando se desvendou que esses “Lost Years” eram passados nos mares portugueses e arredores.

Em 1985, foi aprovado o Decreto Legislativo Regional nº 18/85/M, que proibiu a captura, detenção e abate intencional de todas as espécies de tartarugas marinhas nos mares portugueses. Esta foi a primeira lei nacional destinada a proteger répteis.
Baixar PDF (Decreto 18/85/M)
Em 1994 iniciou-se o projeto Tartarugas Marinhas na ilha da Madeira pelo prof. Doutor Thomas Dellinger dedicado às tartarugas marinhas da região, uma iniciativa pioneira que permanece ativa até hoje. Com foco na investigação científica, conservação e reabilitação, envolvendo colaborações, voluntários e interessados, o projeto tem contribuído significativamente para o conhecimento e proteção destas espécies nos mares portugueses. Este compromisso contínuo reflete a importância de preservar estas espécies e o equilíbrio ecológico que representam.
Estudos fundamentais que estabeleceram as bases da conservação moderna.
Descobertas que impactaram a compreensão mundial das tartarugas marinhas.
Resolução do mistério dos 'Lost Years' das tartarugas jovens.
Registos históricos que preservam o conhecimento para futuras gerações.